Secretaria de Educação propõe descentralização da merenda escolar: vereador Júnior Tapajós acompanha o repasse da proposta as comunidades

As primeiras comunidades a serem visitadas, na região do Lago Grande, pela comitiva da SEMED, composta pela secretaria Mara Belo, o nutricionista Joílson Dutra, e a Chefe da Divisão de Atendimento ao Educando, Vanda Maia, foram as de Arací e Água fria, região do Lago Grande.

SEMED propõe descentralização da merenda escolar e vereador Júnior Tapajós acompanha o repasse da proposta as comunidades

A proposta da secretaria de educação é trabalhar a descentralização da merenda escolar nas comunidades ribeirinhas, de modo que elas mesmas sejam responsáveis por fornecer o lanche dos estudantes, oferecendo o que tem de mais saudável dentro da agricultura familiar.

Segundo Vanda Maia, chefe do DAE, fazer merenda escolar na região de rios é muito complicado por conta da logística que isso demanda. Por este motivo, a equipe iniciou o trabalho de identificação da vocação agrícola local das comunidades, realizando o mapeamento para a partir da produção dos comunitários, saber o quantitativo de escolas que eles podem fazer a entrega diretamente do campo para o refeitório das escolas.

“Nossa intenção é a partir do dia 02 de setembro, já ter um panorama desta situação para trabalhar a pauta da merenda escolar, agricultura familiar, que vai ser executado em 20020”, enfatizou Vanda.

De acordo com a secretaria de educação, Mara Belo, a descentralização da merenda escolar já é prevista em lei, porém nunca foi colocada em pratica. O projeto foi retomado pela SEMED com a chegada de um nutricionista. Segundo Mara Belo, regionalizar a merenda escolar demanda um trabalho muito grande, mas possível de realizar. O trabalho deve começar pelos locais onde for possível o envolvimento das comunidades e no decorrer dos anos, estender para 100% de aquisição dos produtos da alimentação escolar de mais de 80 mil alunos, com a agricultura familiar.

“A grande intenção é regionalizar os itens da merenda de acordo com a região, aproveitar a capacidade de produção de cada região, fazer um estudo, levantamento e envolver essas famílias e produtores, na chamada pública que vai acontecer no final de 2019 para ser executada no ano de 2020”

Há 3 meses trabalhando na organização do cardápio das escolas e creches municipais, o nutricionista Joílson Dutra, diz que apesar do trabalho inicial de mapeamento e conscientização dos produtores, a regionalização da merenda escolar será um grande feito, que impactará principalmente na qualidade da alimentação e consequentemente na saúde dos alunos.

“Nossos alunos ganharão em qualidade, teremos a oportunidade de substituir os enlatados que são carregados de sódio, conservantes outros ingredientes prejudiciais à saúde, por legumes, frutas, verduras e uma infinidade de produtos naturais que são produzidos nas próprias comunidades. Contaremos ainda com produtos que serão entregues de forma mais rápida, garantindo a qualidade, evitando estragos”, afirmou o nutricionista.

Para o vereador Júnior Tapajós, que acompanha esse mapeamento das comunidades, a regionalização da merenda escolar foi a melhor opção feita pela SEMED, além de gerar uma merenda natural e com mais qualidade para os alunos, ainda proporcionará uma grande oportunidade para os produtores que trabalham diretamente com a agricultura familiar e que dentro desta nova proposta serão orientados com assistência técnica da SEMAP e EMATER.

Vereador Júnior Tapajós acompanhado da Secretária Municipal de Educação

“As comunidades ribeirinhas só têm a ganhar com a descentralização e regionalização da merenda escolar. Além de mais qualidade, a agricultura familiar ganha a oportunidade de movimentar a economia local. Dessa forma, deixaremos na nossa região boa parte do dinheiro injetado na merenda escolar e que acaba indo para outros Estados, por conta da chama pública aberta”, concluiu o vereador.

 

Deixe uma resposta